A verdade sobre o caso Harry Quebert - Joël Dicker

30 de abr de 2017

A verdade sobre o caso Harry Quebert
Joël Dicker
Intrinseca, 2014
576 páginas

Aos vinte e oito anos Marcus Goldman viu sua vida se transformar radicalmente. Seu primeiro livro tornou-se um best-seller, ele virou uma celebridade e assinou um contrato milionário para um novo romance. E então foi acometido pela doença dos escritores. A poucos meses do prazo para a entrega do novo original, pressionado por seu editora e por seu agente, Marcus não consegue escrever nem uma linha. Na tentativa de superar seu bloqueio criativo, Marcus decide passar uns dias com seu mentor, Harry Quebert, um dos escritores mais respeitados do país. É então que tudo muda. O corpo de uma jovem de quinze anos - desaparecida sem deixar rastros em 1975 - é encontrado enterrado no jardim de Harry, junto com o original do romance que o consagrou. Harry admite ter tido um caso com a garota e ter escrito o livro para ela, mas alega inocência no caso do assassinato. Com o intuito de ajudar Harry, Marcus começa uma investigação por contra própria. Uma teia de segredos emerge, mas a verdade só virá à tona depois de uma longa e complexa jornada.

A última vez que li um livro que me deixou completamente sem chão foi Mentirosos, eu precisava desesperadamente conversar com alguém sobre o final e sobre o quão pega de surpresa eu tinha sido! Tive a mesma sensação após terminar "A verdade sobre o caso Harry Quebert". Eu diria que o livro é FANTÁSTICO. No entanto, a palavra fantástico não diz tudo sobre o romance do suíço Joël Dicker. A editora Intrínseca em vez de colocar duas páginas de elogios deveria ter colocado um aviso enorme sobre o fato do livro ser viciante e que você ganhará uma escoliose por causa disso. Sério, você irá carregar o o livro com mais de 500 páginas para tudo que é lugar porque não conseguirá abandonar a leitura.

A trama do livro é ambientada na pequena cidade de Aurora, nos Estados Unidos. Essa cidade foi extremamente abalada pelo desaparecimento (no verão de 1975) de uma garota de 15 anos, Nola Kellergan. O paradeiro da garota tornou-se um mistério até o ano de 2008, quando, por acaso, seus restos mortais são encontrados no jardim da casa de Harry Quebert, um famoso escritor de Nova York que décadas atrás decidiu adotar a cidade como lar.

O problema é que Harry Quebert, que na época do desaparecimento de Nola estava com 34 anos de idade, afirmou ter vivido um caso de amor com a garota. Apesar de ser detido como principal suspeito, Harry nega qualquer envolvimento no assassinato de Nola. Marcus Goldman, amigo e pupilo de Quebert, decide investigar o mistério e tentar inocentar o mestre. É através da investigação de Goldman que somos levados a um livro cheio de reviravoltas.

Infelizmente, não posso entrar em detalhes sobre as reviravoltas que tornam o enredo de A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert tão dinâmico, pois iria estragar sua experiência de leitura, mas não posso deixar de comentar a sagacidade de Dicker ao introduzir em cada início de capítulo uma “regra” que atua como dica de como escrever e que é parte essencial dos fatos que marcam a história. Somente as regras já são interessantes o bastante para merecerem um livro a parte, pois as dicas passadas por Quebert para Goldman equivalem a um curso intensivo sobre o processo de escrita.

“— O primeiro capítulo, Marcus, é essencial. Se os leitores não gostarem dele, não vão ler o resto do livro. Como pretende começar o seu?
— Não sei, Harry. Acha que um dia vou conseguir fazer isso?
— Isso o quê?
— Escrever um livro.
— Tenho certeza que sim.”

Melhor do que fantástico, a palavra que define esse livro é Intensidade. O romance é extremamente complexo e cheio de densidade que induzem a questionamentos sobre política, mercado editorial, fama, misoginia, loucura, amor, paixão e amizade. É impossível ler e não ser impactado pelas diversas nuances da história. É um engenhoso livro dentro do livro, com direito a fragmentos de outros romances.

O livro é narrado em primeira pessoa, mostrando o ponto de vista de Marcus, mas possui algumas passagens e alguns flashbacks que são narrados em terceira pessoa. O único ponto fraco do livro são os diálogos entre Harry e Nola, que acabam sendo maçantes e muito melosos e dignos de uma novela mexicana.

Os personagens são muito bem construídos e inseridos na trama. Dois deles deram um certo gás na narrativa: Elijah Stern e Luther Caleb. Apesar de ser narrado sobre o ponto de vista de Marcus e tendo como foco a pergunta "Quem matou Nola Kellergan?", a história não se prende somente a um personagem. Todos têm seu merecido destaque e contribuição para a solução do caso.

A trama é um quebra-cabeças repleto de reviravoltas. Não tente construir teorias sobre quem é o assassino de Nola, pois novos elementos são facilmente apresentados a todo instante, o que irá desestruturar qualquer pensamento que você tenha sobre o verdadeiro assassino.

Bom, espero que tenham gostado da resenha. A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert já entrou na lista de melhores livros lidos em 2017 e já garanti o meu exemplar de outro livro escrito pelo autor!

“Um bom livro, Marcus, não se mede somente pelas últimas palavras, e sim pelo efeito coletivo de todas as palavras que as precederam. Cerca de meio segundo após terminar o seu livro e ler a última palavra, o leitor deve se sentir invadido por uma sensação avassaladora. Por um instante fugaz, ele não deve pensar senão em tudo que acabou de ler, admirar a capa e sorrir, com uma ponta de tristeza pela saudade que sentirá de todos os personagens. Um bom livro, Marcus, é um livro que lamentamos ter terminado.”

Essa Luz Tão Brilhante - Estelle Laure

28 de fev de 2017

Essa Luz Tão Brilhante
Estelle Laure
Editora Arqueiro, 2016
208 páginas

“Em uma prosa muito segura, Estelle Laure confere a Lucille uma obstinação feroz que a estimula e movimenta. Os personagens são bem construídos, e a autora consegue descrever a adrenalina do amor.” – Publishers Weekly. O pai dela surtou e foi internado. A mãe disse que ia viajar por uns dias e nunca mais voltou. Wren, sua irmãzinha, parece bem, mas já está tendo problemas na escola. Lucille tem só 17 anos, e todos os problemas do mundo. Se não conseguir arrumar um emprego para pagar as contas e fingir para os vizinhos que está tudo em ordem, pode perder a guarda da irmã. Sorte a dela ter Eden, uma amiga tão incrível que se dispõe a matar aulas para ajudá-la. Azar o dela se apaixonar perdidamente justo agora, e justo por Digby, o irmão gêmeo de Eden, que é lindo, ruivo... mas comprometido. “Essa luz tão brilhante” é a história de uma garota que descobre uma grande força dentro de si enquanto aprende que a vida e o amor podem ser imprevisíveis, assustadores e maravilhosos – tudo junto e misturado.

Eu confesso que comprei esse livro pela capa linda e acabei lendo uma história super amorzinho que foi excelente para me tirar da ressaca literária! O livro é leve, fluído, rápido de ler e traz uma mensagem inspiradora!

O livro conta a história de Lucille, uma jovem que nunca quis tanto ter 18 anos, e não porque sempre sonhou com sua liberdade, como a maioria dos adolescentes. Ela PRECISA completar 18 anos. Ela precisa impedir que alguém descubra a verdade, a de que foi abandonada pela própria mãe depois que o pai enlouqueceu e resolveu se esconder em alguma clínica desconhecida. A partir daí, Lucille passou a tomar conta de tudo, além de estudar, ela precisa manter a casa em ordem, pagar as contas que não param de chegar, não deixar nada faltar pra irmã e ainda esconder de qualquer adulto o fato de os pais delas não estarem em casa, pois tem medo de que ela seja separada da irmã e mandada para um abrigo. Ela acaba conseguindo um emprego em um famoso restaurante da cidade.

"Explique qual é o objetivo de viver se você não estiver disposta a lutar pelas verdades do seu coração, a correr o risco de se machucar."

Mesmo com essa rotina de ir à escola, cuidar da irmã e trabalhar, ela ainda consegue ser uma adolescente comum em alguns momentos, graças à sua amiga Eden e o irmão gêmeo dela, Digby, que são seus vizinhos e estão sempre ajudando ela como podem. Contudo, as coisas ainda podem piorar pro lado da Lucille, pois ela começa a se apaixonar por Digby, só que ele já é comprometido e tem um grande afeto pela atual namorada. Daqui pra frente a história vai se desenrolando, com páginas repletas momentos tocantes, tristes e felizes, e muito amor.

Minhas Impressões

Eu comprei o livro, pois me apaixonei pela capa quando entrei na livraria Saraiva! E achei a história encantadora, inspiradora que meu deu uma baita energia para encarar meus problemas!

O livro é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista da Lucille, o que considero algo positivo, pois isso me permitiu acompanhar melhor o desenvolvimento dela durante a narrativa. Ela é uma personagem forte, que diante das circunstâncias teve que amadurecer rápido e isso é visível no decorrer do livro, ela é daquele tipo de personagem que aguenta o tranco, não fica chorando pelos cantos deixando a vida passar, simplesmente não tem como não simpatizar com a situação dela e da irmã, eu estava torcendo para tudo dá certo no final.

Segredos não são nada bons. Acho que todo mundo tem um. Ou tem coisas que não quer revelar sobre si mesmo, por não estar pronto. Algumas coisas continuam especiais por mais tempo quando ficam guardadas com a gente, mas outras apodrecem quando a gente não pode falar.

Adorei também as personagens que dão toda a ajuda necessária à nossa querida protagonista! Digby, é um cara realmente apaixonante, fofo e está sempre apoiando a Lucille; a irmã dele, Eden, também segue essas mesmas características, apesar de eles terem tido algumas atitudes que me deram uma raiva, mas mesmo assim são ótimos amigos e não tem como não gostar deles. Já a Wren, é uma criança extremamente fofa e a interação dela com a irmã é muito boa e carinhosa, dá pra ver porque a Lucille ama tanto ela. E este com certeza é o ponto forte do livro, não é o romance que toma o foco da história e sim a relação das duas irmãs, que é totalmente apaixonante.

O que realmente me decepcionou foi o final do livro... Acho que foi algo muito quebrado, que deu a ideia de que tem algo ainda por vir, e tem mesmo, descobri que esse é o primeiro volume de uma duologia, cujo segundo volume já saiu lá fora, com o título But Then I Came Back. Admito que não gostei muito disso, porque o livro é bem curto e acho que a autora podia fazer um único volume maior ao invés de dois livros, mas enfim... talvez eu leia a sequência porque fiquei curiosa para saber o que vai acontecer.

Então, Essa Luz Tão Brilhante é uma ótima pedida pra quem procura um YA leve pra passar o tempo, é uma história simplória, mas bem tocante, que tem tudo pra ser amado por muitos leitores! O livro te mostra o valor da família, o valor da amizade, do primeiro amor e é lindo ver como todos temos um ponto fraco, é fácil julgar e ficar com raiva dos pais de Lucille, mas até que ponto a gente aguenta viver na mesmice? Até que ponto é necessário encarar a verdade na sua vida e qual o preço para você viver da maneira que deseja?

Parceria: Clara Alves

25 de fev de 2017

Hoje é dia de divulgar mais uma parceria!!! O blog foi selecionado para ser parceiro da autora Clara Alves, autora do livro "Além da Amizade". Imagine só minha felicidade, quando vi o resultado da seleção. Então, decidi contar um pouquinho mais sobre a trajetória da autora e sobre seu livro...

Sobre a autora

Clara, 23 anos, estudante de jornalismo, libriana com ascendente em capricórnio (hoje em dia esse tipo de informação é muito importante hahaha) e escreve desde pequena. Começou a publicar na internet pelo Orkut, quando tinha 15 anos. “Além da amizade” foi seu primeiro livro e, de 2008 pra cá, ele sofreu um monte de modificação.

"Sempre quis publicar, mas nunca consegui retorno de editora. Até que, em 2015, eu decidi fazer isso por um site de impressão por demanda. A ideia foi péssima e o resultado ficou bem longe do que eu pretendia/esperava, mas o lado bom foi: me deu forças pra fazer as coisas diferentes. Quando voltei do meu intercâmbio, em 2016, eu tive uma certeza: de que eu ia me dedicar a escrever e fazer aquilo que eu realmente gostava. Por isso, tirei o livro da Amazon, contratei profissionais para revisão, diagramação e capa e paguei uma gráfica pra imprimir os exemplares. Foi aí que comecei essa nova fase da minha vida como autora."

Eu achei impressionante a história da Clara, ser autora independente não deve ser nada fácil e ela tem lutado muito! Além de ser super simpática

Sobre o livro

Em “Além da amizade”, Anna Schwartz é uma jovem de 15 anos que, apesar dos problemas com o pai, tem tudo o que uma adolescente poderia querer: um namorado atencioso, amigos incríveis e uma mãe amorosa – além de um irmão implicante que, no fundo, ela ama. Entretanto, quando descobre a traição do namorado, sua vida começa a seguir um rumo inesperado.

A decepção no relacionamento provoca uma reviravolta nos sentimentos de Anna. Confusa e carente, ela se vê atraída pelo melhor amigo, Natan. Mas, com medo de estragar uma amizade de dez anos, procura refúgio no sorriso bondoso de Gustavo, o garoto novo da escola. Para encontrar a passagem de volta para sua felicidade, Anna precisará descobrir como guiar sua vida para o caminho certo sem magoar ainda mais as pessoas ao seu redor – e sem perder a si mesma.

Essa é a novidade! Em breve, tem resenha do livro, que estou doida para ler! Aguardem

Aconteceu Naquele Verão - Doze Histórias de Amor

18 de fev de 2017

Aconteceu Naquele Verão - Doze Histórias de Amor
Stephanie Perkins
Editora Intrínseca, 2017
384 páginas

Doze histórias apaixonantes de doze grandes escritores, entre eles Cassandra Clare, Veronica Roth e Stephanie Perkins. Bem-vindos à estação mais ensolarada e apaixonante de todas! No verão, somos todos iguais, diz um dos personagens do conto “Mil maneiras de tudo isso dar errado”. No Brasil, nos Estados Unidos ou em qualquer lugar do globo, uma coisa é certa: no verão, nossos corações ficam mais leves, mais corajosos, impetuosos e confiantes — talvez por isso esta seja a estação perfeita para se apaixonar... e Aconteceu naquele verão é o livro ideal para quem adora histórias de amor. Mas essa coletânea tem algo ainda mais especial. Algumas histórias têm uma pitada de estranheza, de mistério, um toque sobrenatural. Em “Cabeça, escamas, língua, calda”, a lagoa de uma cidadezinha é morada de um monstro marinho que só uma menina vê. No intrigante “Inércia”, dois grandes amigos há muito afastados vão se encontrar num quarto de hospital para uma última visita. No belo “O mapa das pequenas coisas perfeitas” é sempre dia 4 de agosto. Presos num loop temporal, dois jovens vão comprovar do que a força do amor é capaz. A lição é simples: o amor não escolhe lugar nem hora para surgir. Coloque seus óculos escuros e abra sua cadeira de praia, porque neste verão você terá doze motivos para suspirar e se apaixonar.

Hoje trago uma resenha de um lançamento da Editora Intrínseca! O livro foi recebido na malinha do Turista Literário (clique aqui e configra o unboxing). O livro traz doze contos ambientados no universo jovem adulto, escritos por grandes escritores e organizado por Stephanie Perkins, queridinha de todos nós. Por conta disso fala com propriedade sobre os dilemas típicos da idade: trabalho de férias, drama escolar ou familiar, reencontros e despedidas, erros e recomeços, inseguranças, romances de verão e – meu preferido – amadurecimento. Todo jovem possui um verão que marcou e impactou seu coração, e é exatamente sobre isso que lemos nesses contos apaixonantes, bem-humorados e surpreendentemente reflexivos.

Cada conto, como dito anteriormente, foi escrito por um autor diferente: Leigh Bardugo, Nina Lacour, Libba Bray, Francesca Lia Block, Stephanie Perkins, Tim Federle, Veronica Roth, Jon Skovron, Brandy Colbert, Cassandra Clare, Jennifer E. Smith, e Lev Grossman. Alguns autores eu realmente não conhecia e foi interessante acompanhar a escrita deles! Entre esses contos temos tanto histórias de fantasia (circos itinerantes assombrados por demônios, dragões d’água, filmes amaldiçoados, e até mesmo uma sociedade futurista - que lembro muito Black Mirror), quanto narrativas contemporâneas baseadas exclusivamente na vida real. Mas, independente do conto ter ou não elementos fantásticos, todas trazem uma reflexão. Foi uma surpresa encontrar histórias que falam sobre sexualidade, aceitação, depressão, perdão e até mesmo sobre o autismo (um assunto que me toca muito).

Como são muuitos contos, irei comentar mais sobre os meus favoritos, que foram: "O último suspiro do Cinemorte" (por Libba Bray), "Inércia" (por Veronica Roth), "Mil Maneiras de Tudo isso dar Errado" (por Jennifer E. Smith) e "O Mapa das Pequenas Coisas Perfeitas" (por Lev Grossman).

O último suspiro do Cinemorte - Libba Bray

Esse foi um conto que me pegou de jeito, a começar pela escrita divertida da autora e por sua enorme criatividade. O conto se passa em um cinema especializado em filmes de terror que está prestes a fechar as portas. Para encerrar com chave de ouro, Ando sobre esta terra, uma produção amaldiçoada, é exibida, pondo em risco todos os espectadores, que temerão por suas vidas. No meio disso tudo, Kevin tenta criar coragem para declarar o seu amor para Dani. As coisas no cinema não saem como esperado e Kevin não poderia ter escolhido pior hora para se declarar.

Inércia - Veronica Roth

Veronica Roth tocou em um assunto que todos temos dificuldade em lidar: a morte. Matt sofreu um acidente de trânsito e está prestes a passar por uma cirurgia, porém, as estatísticas médicas preveem que ele não vai sobreviver. Sendo assim, mesmo desacordado, ele tem direito a uma Última Visita, e Claire é chamada para falar com ele. Fazia meses que eles não trocavam uma só palavra e já não eram mais melhores amigos, mas nesse encontro, promovido por uma tecnologia de ponta, finalmente poderão resolver as suas diferenças para que Matt descanse em paz.

"Eu não sabia por quê, mas aquelas palavras tão simples me comoveram do mesmo jeito que a música me comovia. Como se uma agulha tivesse sido enfiada em meu peito, perfurando o coração. Não tentei conter as lágrimas. Em vez de me afastar delas, de todo o sentimento, eu me deixei afundar. Deixei o sofrimento vir à tona." p. 206

Adorei a criatividade da autora, esse conto é bem Black Mirror. Por meio de medicação, os viajantes são postos para dormir e são transportados para um ambiente, em que as memórias se misturam à realidade, e onde é possível conversar com quem está em coma. Por mais emocionada que eu tenha ficado com essa história, o que mais gostei nela foi o tom de esperança trazido ao texto, pois independente do que está por vir, sempre podemos fazer o nosso melhor hoje.

Mil Maneiras de Tudo isso dar Errado - Jennifer E. Smith

Em Mil Maneiras de Tudo isso dar Errado, conhecemos Annie, uma garota que há tempos sofre de paixonite aguda por Griffin. Até então, ela nunca teve coragem de chamá-lo para sair, pois Griffin nunca deu muita bola a ela, nunca a olhou nos olhos e sempre vinha com uns papos muito cabeça. Mas no dia em que Annie o encontrou no supermercado, ela viu ali a chance de chamá-lo para um encontro que, quem diria, começaria de maneira desastrosa, com ambos tendo que aguardar a mãe do menino autista de quem Annie cuidava (Noah) no acampamento de férias onde ela trabalhava.

Achei maravilhosa a maneira sutil e simples com a qual a Jennifer E. Smith trabalhou o preconceito e a falta de conhecimento acerca do autismo. Como tenho dois priminhos autistas, este conto teve um apelo especial para mim. Achei tocante a preocupação que Annie tinha para com o bem-estar de Noah, e foi lindo de ver o desabrochar do relacionamento dele com Griffin. Para mim, este foi um dos contos mais meigos do exemplar e o final nos mostrou que para o amor não existe o preconceito. Uma história realmente inspiradora.

O mapa das pequenas coisas perfeitas - Lev Grossman

Esse é o último conto do livro, fechando com chave de ouro! Nesta história conhecemos Mark, um adolescente que está preso em um loop temporal em que todos os dias é 4 de agosto. Já faz semanas que ele acorda e realiza sempre as mesmas ações, come seu cereal matinal, joga videogame, vai para a biblioteca ler um livro e, às vezes, dá um pulo na piscina. De início pareceu algo maneiro de se fazer, até se tornar chato por não ter com quem dividir esta situação pirada. Até o dia em que ele encontra Margaret na piscina. Ela não deveria estar lá, e pelo visto ela também enfrentava a mesma situação que Mark.

"Você pode passar a sua vida inteira à espera de momentos perfeitos, mas às vezes é preciso fazê-los acontecer". p. 381
Sem saber o causador desse loop, muito menos como terminá-lo, os dois mais novos amigos começaram a ocupar o seu tempo de um jeito diferente, procurando momentos perfeitos para assistir e registrar, situações essas que, muitas vezes, ficam perdidas na correria do dia a dia e não são valorizadas devidamente. Em meio a inúmeras reflexões, ambos descobrirão que, algumas vezes, o tempo é capaz de parar para que possamos dar um respiro e aprender a dizer adeus.

Minhas Impressões

Uma coisa importante sobre esse livro é o seu equilíbrio. Em alguns contos temos elementos dolorosos e sombrios que fazem o leitor repensar seus valores e prioridades. Em contra partida, também temos contos mais leves, superficiais e que acabam com um clima de final feliz extremamente adocicado e contagiante – porque sim, clichês são ótimos quando bem escritos. Assim, temos uma obra que une muito bem diversão, amadurecimento e os infinitos recomeços que a juventude garante. Amei o livro do começo ao fim e, mesmo tendo achado alguns contos bem mais ou menos, o fato é que adorei a leitura e indico demais para os fãs de histórias jovens, bem-humoradas e muito tocantes.

Bom, espero que leiam! O livro possui tantas histórias extraordinárias que você tem muitos motivos para ler este livro! Corram lá antes que o verão acabe!

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada - J. K. Rowling, Jack Thorne e John Tiffany

13 de fev de 2017

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada
J. K. Rowling, Jack Thorne e John Tiffany
Editora Rocco, 2016
352 páginas

“Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados."



Como fã de Harry Potter, não posso negar que eu estava simplesmente louca para ler esse livro, mesmo sabendo que não é um romance e que não é uma obra da própria J. K. Rowling. É claro que tem uma essência dela na história, mas é importante frisar que foi apenas baseado em uma história da Rowling. Gente, eu não consigo explicar em palavras a felicidade que senti em reencontrar os meus personagens tão queridos e reviver a magia, deu aquela nostalgia gostosa, sabem? Então, vamos saber um pouquinho mais sobre o livro!

A trama se inicia no momento final de Harry Potter e as Relíquias da Morte, 19 anos após a épica Batalha de Hogwarts. E já na primeira cena temos o gostinho saudoso do mundo criado por J.K. Rowling, revisitando as personagens já mais velhas com seus respectivos filhos embarcando para a maior escola de magia e bruxaria de todos os tempos.

A história gira em torno de Alvo Potter, o filho mais novo do Harry, e o seu grande fardo por carregar o nome "Potter" nas costas. Alvo também tem um relacionamento muito conturbado com o pai, que se faz bastante ausente por causa do emprego. Chegara o momento de Alvo estudar em Hogwarts.

Temeroso pelo seu primeiro ano, as coisas saíram pior do que ele podia imaginar, já que, para começar, o Chapéu Seletor o mandou para a Sonserina, fazendo-o se sentir um traidor dos Potter. Além disso, ele em nada lembrava o pai, corajoso, heroico e bom em feitiços. Sendo assim, se tornou objeto de diversas piadas e comentários hostis, se isolando cada vez mais e guardando no peito um profundo rancor, tornando-se amigo de ninguém menos que Escórpio Malfoy.

A história começa a se desenrolar de verdade quando Alvo escuta uma conversa entre Harry e Amos Diggory em que eles conversam sobre a possibilidade de usar um Vira-Tempo para impedir a morte de Cedrico, e Alvo decide mudar o passado do jovem bruxo com a ajuda do seu amigo Escórpio. Não é difícil de imaginar que as coisas não saem muito bem como planejado, não é mesmo?

O que acontece, é que a cada tentativa, Alvo criava reverberações temporais que mudavam por completo o futuro, a ponto de Escórpio voltar para um mundo dominado por Voldemort, em que Harry estava morto e Alvo nunca tinha nascido...

Minhas Impressões

Lendo algumas resenhas de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada pela internet eu percebi uma quase unanimidade nas opiniões: a maioria dos leitores reclamam que o livro não é um romance e sim uma peça, então é óbvio que não há um aprofundamento e muitos detalhes, e há sim muitos furos na história também. Mas, a própria J. K. Rowling alertou aos fãs que não esperassem um romance. E convenhamos que, para um roteiro, a história está muito bem escrita. Obviamente me irritei com algumas coisas (o que não garantiu as 5 estrelas), mas nada que mudasse a essência do livro.

Eu considero a história uma fanfic muito bem escrita, mas que não se encaixa perfeitamente com os outros livros entende? Além disso, li o livro em poucas horas, já que a história é bem rápida e, como eu disse antes, sem muitos detalhes e aprofundamentos, mas por ser um roteiro eu já esperava por isso, então não houve nenhuma decepção. O que eu senti, realmente, foi aquele quentinho no coração de quando a gente reencontra pessoas de que gostamos muito.

Tenho a reclamar do quanto o filho de Harry: Alvo é totalmente diferente do pai! A personagem conseguiu me tirar do sério. Por mais que ele não entenda Harry, tem muito do seu egocentrismo e teimosia. O menino está certo de que a sua vida é uma porcaria e não enxerga um palmo à frente. Não é à toa que terá de enfrentar diversas provações para que amadureça um pouco. Por outro lado, Escórpio é totalmente diferente de Malfoy e muito adorável!

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada fala muito sobre a difícil relação entre pais e filhos, os erros cometidos devido à super-proteção. Todos nos sentimos culpados por algo que fizemos no passado, mas lamentar ou tentar corrigir com mais equívocos não é a solução, e é isso que os autores nos ensinam nesse exemplar.

Resumindo, o livro é um prato cheio para os fãs do mundo criado por J. K e, em minha humilde opinião, extremamente satisfatório, além de cumprir com o seu propósito: matar um pouco da saudade que temos de toda a magia. A única dica que dou é não criar muitas expectativas baseadas na escrita da J. K. Rowling ou então realmente se decepcionarão. Pensem que é uma história que foi criada para nos deixar um pouco menos órfãos de Harry Potter.

Assisti: The OA (1ª TEMPORADA)

10 de fev de 2017
THE OA
Criadores: Zal Batmanglij e Brit Marling
Gênero:Drama
Episódios 8
Produtora: Netflix

Sinopse: Prairie Johnson é uma garotinha cega que desaparece. Sete anos depois, ela retorna, com a visão perfeita. A jovem (Brit Marling) tenta explicar aos pais o que aconteceu durante a sua ausência. Para a surpresa de todos, ela diz que nunca realmente se foi, mas estava em outro plano da existência… Num lugar invisível.

Provavelmente, vocês já devem ter ouvido falar dessa nova série da Netflix! The OA não estava nos meus planos, pois estou com várias séries atrasadas e tinha feito a promessa de não assistir nenhuma nova até colocar todas em dia. Mas falhei quando li algumas publicações e tweets elogiando a série e fiquei curiosa para saber do que se trata. Então, em uma noite decidir assistir a temporada inteira e consegui, nunca recuso ficção científica e encarei todas as críticas como convite e só posso dizer que "ninguém entede nada, mas mesmo assim ama a série" e eu não fujo da regra.

A série começa contando a história de Prairie, uma jovem cega que um dia some, e após 7 anos desaparecida, volta pra casa enxergando. Todo o mistério e suspense em volta de The OA tem relação com as coisas que ela passou quando esteve desaparecida/raptada, ao mesmo tempo que a série explora a maneira dela lidar com o trauma no presente.

A série é fantástica e misteriosa, trazendo a tona assuntos que nos fazem refletir sobre a vida e o que vem depois dela. A fotografia da série é maravilhosa! Nela conseguimos discutir sobre fé, espiritismo, ciência, dimensões e ficamos em dúvida sobre o que é realmente verdade.

Os personagens principais são bem apresentados e desenvolvidos. Os amigos de Prairie depois da sua volta são apresentados como pessoas que têm seus defeitos e problemas, e essas características são acentuadas pelo roteiro e pelas atuações, para lhes fazerem ter cara de estranhos. Eles formam uma equipe estranha, que pouco tem a ver uns com os outros, mas que resolvem se unir por uma desconhecida para ajudá-la na sua missão.

Ali todos são vítimas conectadas emocionalmente. Não quero falar muito a respeito para evitar spoilers, mas preciso dizer que é uma série que vale a pena ser assistida. As atuações são todas boas por passarem bem os dramas de cada um, e suas personalidades marcadas por seus problemas e defeitos.

Resumindo, a série não me conquistou como Stranger Things, mas eu gostei muito mesmo assim. Ela tem suas qualidades e estou com vontade de ver a próxima temporada (que já foi confirmada). Apenas quatro palavras resumem ela, e resumem muito bem: estranha, louca, misteriosa, tensa. Então, recomendo que assista e tire suas próprias conclusões sobre a série!

Assista ao trailer

E vocês, já assistiram? Qual sua opinião?

Turista Literário - Mala de Janeiro

6 de fev de 2017

Pessoal, em um post anterior comentei sobre uma novidade que vem ganhando muito espaço no mercado editorial: Assinatura Mensal de livros! E para minha alegria, minha Mala de Janeiro do Turista Literário chegou e decidi mostrar para vocês todos os detalhes.

Conheça o Turista Literário

Essa foi minha favorita, como comentei! Se você é fã de livros YA (Young Adult) ou Jovem Adulto, tenho certeza que irá adorar. Além do livro surpresa, esse clube de assinatura literário também tem uma proposta bem legal: os brindes enviados tem como função levar ao leitor a uma experiência sensorial relacionada com o livro.

A foto acima contém os itens que vêm em todas as malas:
  • Passaporte - onde você irá colar os selos de cada viagem;
  • Cartão de boas vindas - que achei extremamente fofo;
  • Marcador de páginas;
  • Guia da viagem;
Eu achei a ideia do passaporte genial e fico super feliz em poder marcar todas as viagens nele!
O que veio na minha mala?

A mala de janeiro se passa nos Estados Unidos, em lugares como: Califórnia, Carolina do Norte, Chicago e Pensilvânia! Além disso, a nossa viagem acontece durante o verão (uma das minhas estações favoritas!). Dentro da mala veio um livro maravilhoso: "Aconteceu Naquele Verão", um livro com diversos contos escritos por Stephanie Perkins, Cassandra Clare e muitos outros autores!

A experiência sensorial, que é o grande atrativo dessa assinatura, nesse mês, contou com os seguintes itens:

  • Sachet Decorativo - um objeto da história que foi materializado! E tem um cheiro de morango maravilhoso!
  • Marshmallow - que é cara dos acampamentos americanos;
  • Livro "Aconteceu Naquele Verão" junto com um marcador de páginas;
  • Um souvenir: uma linda necessaire que com certeza irei usar!
  • E, claro, um QR Code com uma Playlist do Spotify;

Sobre o Livro

O livro foi publicado pela Editora Intrínseca agora em janeiro! E já fiquei muito curiosa para ler, com tantos autores renomados, deve realmente ser um excelente livro!

Confere a sinopse maravilhosa do livro!

Sinopse:

Doze histórias apaixonantes de doze grandes escritores, entre eles Cassandra Clare, Veronica Roth e Stephanie Perkins. Bem-vindos à estação mais ensolarada e apaixonante de todas! No verão, somos todos iguais, diz um dos personagens do conto "Mil maneiras de tudo isso dar errado". No Brasil, nos Estados Unidos ou em qualquer lugar do globo, uma coisa é certa: no verão, nossos corações ficam mais leves, mais corajosos, impetuosos e confiantes - talvez por isso esta seja a estação perfeita para se apaixonar... e Aconteceu naquele verão é o livro ideal para quem adora histórias de amor. Mas essa coletânea tem algo ainda mais especial.

Coloque seus óculos escuros e abra sua cadeira de praia, porque neste verão você terá doze motivos para suspirar e se apaixonar. Com um elenco de autores que passeiam pelos mais diversos temas, Aconteceu naquele verão revela a cada conto uma nova surpresa, com referências que agradam do leitor mais romântico aos fãs de sucessos atuais como o seriado Black Mirror.

Minha experiência

Eu achei a experiência fantástica, realmente as meninas do Turista Literário (Priscilla e Mayra) cumpriram o prometido: uma experiência sensorial incrível! O tempo de entrega foi bem rápido, o envio foi realizado no dia 27/01 e recebi a caixa no dia 01/02! A gente consegue perceber, que é tudo feito com muito cuidado e carinho para nos oferecer a melhor experiência possível.

Nem preciso dizer que fiquei mega feliz com essa mala, realmente me surpreendi com a criatividade e o carinho com cada item escolhido, tornando o momento de abrir a malinha realmente extraordinário. Altamente recomendo a assinatura, acho super válida a experiência.

Como adquirir sua malinha

Para se tornar um turista literário, são preciso 3 passos:

1. Escolher entre uma mala avulsa ou ser um assinante
Assinantes, tem desconto no valor da mensalidade e possuem renovação automática da assinatura! Com isso, você já fica garantido nas próximas viagens. Caso opte, por uma mala avulsa, deverá realizar o pedido todos os meses!

2. Preparação das malas
Entre os dia 15 e 25 de cada mês, as malas são preparadas com muito carinho!

3. Envio das malas
A tão esperada hora chega! Recebemos um e-mail assim que a mala é enviada com instruções e avisos, assim como um Código de Rastreio para acompanhar nossa querida malinha!


Espero que tenham gostado do post! Em breve, tem resenha do livro aqui no blog! E me contem: já tinham ouvido falar do Turista Literário?

É só um dia ruim, não uma vida ruim

1 de fev de 2017

Todo mundo tem seus dias ruins. Quem nunca acordou se sentindo uma droga? Há dias que parece que o mundo conspira contra você, tudo que tem pra dar errado na sua vida, dá errado em um único dia. Você acorda atrasado, seu cabelo está horrível, esquece de fazer algo importante, tropeça numa pedra, chega em casa e descobre que perdeu a chave chave e fica se perguntando o que (diabos) está acontecendo.

E depois de tantos problemas, parece que a única coisa que resta é dormir para que aquele dia acabe logo e você possa recomeçar no dia seguinte. E muitas vezes o melhor a se fazer é isso mesmo. Se você sentir que precisa ficar na cama, lendo e ouvindo música, fique. Se precisar dormir o dia inteiro, durma. Se quiser ficar jogado no sofá vendo Netflix, ignorando o mundo lá fora, faça isso. Se precisar chorar, chore. Se precisar se sentir mal, se permita. E sabe o porquê? Porque vai passar.

Tudo na vida passa, dias assim também logo vão embora. Não abra mão de todos os seus planos, sonhos e metas por causa de um dia ou uma semana ruim. Se dê uma pausa. Apesar de tudo o que pode ter dado errado, você ainda possui muito pelo que agradecer. Foque seus pensamentos nisso, lembre-se de todas as coisas boas que já te aconteceram e assim irá perceber como um dia ruim é insignificante perto de uma vida inteira que te espera.

Tudo na vida é passageiro, tanto as coisas ruins como as boas. O que está acontecendo é apenas um momento que logo não existirá mais e provavelmente você nem se lembre. Independente do que seja, você tem que acreditar na sua capacidade de recomeçar. Então, por pior que esteja se sentindo, lembre-se de que isso vai passar e as tudo irá voltar ao normal.

Reclamar e entrar em desespero não muda nada. Esses pequenos contratempos da vida que trazem tanto aborrecimento, na verdade, só conseguem nos afetar porque damos a eles mais atenção do que merecem. Repita para si mesmo "isso vai passar, é só um dia ruim, não uma vida ruim" para lembrar-se de que, independente do que esteja acontecendo, não merece o desperdício do seu tempo e não é mais importante que a sua paz.

Um vício chamado ASMR

29 de jan de 2017

Desde a minha infância, eu costumo ter os chamados "orgamos mentais"! Deixa eu explicar melhor: uma sensação de formigamento no couro cabeludo quando eu ia ao cabeleireiro, ou quando ficava ansiosa e animada com alguma coisa! Apenas esse ano descobri que não estou sozinha e que essa sensação se chama ASMR, sigla para Autonomous sensory meridian ou, em bom português, Resposta Sensorial Meridiana Autônoma.

Basicamente, a sigla ASMR se refere a sensações agradáveis que se manifestam em resposta a estímulos visuais, auditivos e cognitivos. Você pode sentí-las “ao vivo”, conversando com uma pessoa em uma viagem de avião ou vendo alguém manipulando um objeto, por exemplo. Mas, nessas circunstâncias, normalmente o fenômeno se manifesta de forma não intencional: uma das partes acabou agindo sem perceber de um modo que ativa o estado de relaxamento na outra pessoa.

Após isso, passei a pesquisar mais sobre o fenômeno e encontre VÁRIOS canais no youtube brasileiros que possuem vídeos assim! E isso se tornou um vício por causar uma sensação de relaxamento e até sono.

O que os numerosos vídeos ASMR fazem é justamente explorar técnicas que causam sensações prazerosas. Para começar, você vai notar que a maioria dos vídeos possuem como foco o rosto da pessoa. A ideia aqui é causar impressão de proximidade física, como se a pessoa estivesse totalmente dedicada a você. Como mostra o vídeo abaixo, da youtuber Mandy Francesa:

Role plays

Para dar contexto, é muito comum vídeos ASMR terem encenações (role play). Em muitos deles, o espectador faz o papel de um paciente que vai ser avaliado por um médico ou uma psicóloga. Esta, por sua vez, fingirá que está conversando com você (quase sempre em sussurros) e poderá até mesmo fazer gestos em direção à câmera que sugerem contato físico afetivo. Confere o vídeo da Monique Antoneto:

As sensações causadas pela ASMR

Como sempre tive essas sensações na infância, os vídeos funcionam perfeitamente comigo! Mas as sensações variam de pessoa para pessoa. Com base nos relatos que encontrei na internet, notei que tem gente que não sente nada e alguns até se entediam. Mas a maioria afirma sentir uma sensação boa de formigamento no couro cabeludo, quase como o efeito de uma massagem, só que com intensidade menor. Há também quem experimente friozinhos na barriga ou arrepios.

IMPORTANTE: Os efeitos serão mais intensos se você usar fones de ouvido (em certos momentos de alguns vídeos a voz sai mais forte do lado direito ou esquerdo, como se a pessoa estivesse falando ao pé do ouvido devido ao uso do microfone binaural), visualizar os vídeos em tela cheia e assisti-los em um lugar calmo. Vale até desativar as notificações do celular!

Espero que comecem a acompanhar vídeos assim haha Já se tornou meu vício e quase todas as noites, antes de dormir, assisto vídeos de ASMR!

100 Dias de Felicidade - Fausto Brizzi

27 de jan de 2017

100 Dias de Felicidade
Fausto Brizzi
Suma das Letras, 2014
312 páginas

“Não tenho nenhum feito ou mérito para ser lembrado na posteridade. Para justificar uma placa de mármore em um edifício. Uma placa diante da qual alguém passe e diga: ‘Vou ver rapidinho na Wikipédia quem era esse Battistini!’ Ainda assim, tenho uma mulher e dois filhos que amo, amigos maravilhosos, um time de garotos que dariam a vida por mim. Cometi alguns erros, farei outros ainda, mas também participei da festa. Eu também estava lá. Em um canto, talvez; eu não era o aniversariante, mas estava lá. A única tristeza foi ter que descobrir que vou morrer para começar a viver.” Esta é a história de Lucio Battistini, apaixonado pelo time de polo aquático que treina e pela família: a mulher e os dois filhos pequenos. É a história de como ele viveu os últimos 100 dias de vida com o “amigo Fritz”. E de como, contra todas as probabilidades, aqueles foram os melhores dias de toda a sua vida.

Imagine se você tivesse apenas 100 dias de vida! O que faria com eles? Lutaria para sobreviver ou faria as maiores loucuras que sempre sonhou? Essa é a decisão com a qual Lucio Battistini tem que lidar! É a história de como ele viveu os últimos 100 dias de vida com o “amigo Fritz”. E de como, contra todas as probabilidades, aqueles foram os melhores dias de toda a sua vida.

A narrativa começa com Lucio Battistini já nos avisando que ele tem um tumor, o qual apelidou de "Fritz". Voltando a antes da descoberta de sua doença, ele nos conta como conheceu sua linda esposa Paola, como tiverem dois filhos lindos e como conseguiu ser imbecil o suficiente para trai-la sem motivos! Aí criamos uma relação de amor e ódio com a personagem. Paola não o perdoa ao saber da traição e eu muito menos, se em algum minuto a esposa devota pensou " Me traiu? Que morra então..." a vontade foi atendida rapidamente.

Lucio é apaixonado por polo aquático e é professor em uma academia, um cara comum, italiano, que levava a vida na esportiva, de repente se vê no olho do furacão. Ele cometeu alguns erros e vai cometer outros, como bem detalhou na sinopse acima, mas o interessante é como ele nos mostra como escolheu viver os melhores 100 dias do resto de sua vida.

" Cem dias.
Não pensei nisso.
Ninguém nunca pensa nisso.
O que você faria se tivesse exatamente cem dias de vida?"

Assim que comecei o livro, imaginei que ele seria diferente de tudo que até hoje já havia lido e fui realmente surpreendida! Primeiramente que a história se passa na Itália e traz alguns detalhes dos costumes e da culinária desse país tão fantástico que tenho vontade de conhecer.

Além disso, Lucio é apaixonado por inventores e costuma atribuir o protótipo ou as ideias iniciais de toda e qualquer invenção a Leonardo da Vinci. Esse ponto parece um detalhe bobo, mas garante boas risadas durante a leitura. Me surpreendi com uma história bem real, super bem escrita, com questões familiares importantes e muito humor.

Lucio narra sua história de forma mais descontraída possível. O cara é mestre em ser engraçado. O livro, por mais que fale da morte, é cheio de vida. A nossa introdução na vida de Lucio é rápida, simples, tão leve que você se sente parte da história. E temos capítulos que Lucio quer que você seja parte da história. Ele deixa páginas para você, leitor, se expressar. :)

"A lista pode ser infinita, cada um de nós já viveu milhares de últimas vezes sem saber. Aliás, o bom da brincadeira é justamente isso. Não saber. Mas se, como no meu caso, você sabe muito bem quais são as últimas vezes, as regras de repente, mudam. Tudo ganha um peso e uma importância diferentes."

Durante o livro, Lucio batalha para reconquistar Paola, cenas que são extremamente fofas e de cortar o coração! Lucio quer passar o máximo de tempo possível perto dos filhos, Lorenzo e Eva. Essas crianças são umas preciosidades. Impossível não ama-las. As cenas delas com Lucio são super tocantes. Chorei em várias. Mesmo contendo partes que te tiram risadas, ao mesmo tempo te roubam lágrimas por ser tão emocionantes. Você fica pensando nelas, sabe?! Pequeninas criancinhas que vão crescer sem seu pai por perto. E Lucio faz você sentir isso. Ele te passa exatamente isso através de sua narração. Os momentos que ele irá perder ao lado dos filhos!

Os momentos de Lucio ao lado dos amigos, Conrado, Umberto e seu sogro Oscar, são extremamente divertidos. Tem uma cena pra lá de boa onde Lucio procura uma maneira de contar a Conrado e Umberto que está morrendo. É uma das melhores cenas!

E por mais que saibamos que o fim de Lucio é eminente, lá no fundo torcemos para que isso não aconteça. Para que ele possa ver seus filhos crescerem. Para que ele envelheça ao lado de sua adorada esposa, Paola. Para que ele coma mais rosquinhas feitas na confeitaria de seu sogro. Para que ele saia mais com os amigos nos divertindo com essas cenas. Para que ele... para que ele...Poxa, para que ele viva.

No entanto, temos que lidar com a realidade, as pessoas vivem e morrem. Ás vezes morrem cedo demais, o que é de cortar o coração. E Fausto Brizzi traz essa realidade para dentro de seu livro. Ele não cria ficção. Ele cria uma história real em que momentos de alegrias vão acontecer, mas os de tristezas também...

Minhas Impressões
100 Dias de Felicidade é um livro agridoce. Vida e morte. Alegrias e tristezas. Perdas e ganhos. Dor e Amor. Tudo junto e misturado num livro de capa perfeita e com conteúdo ímpar. Este é um livro que te leva a pensar na vida. No amanhã. Que em um momento você está aqui e no outro... puft! Ele te leva a pensar em como viver melhor sua vida. Repensar seus conceitos e definições. Repensar suas ações. Palavras. Atitudes... Tantos aprendizados que nem consigo listar todos.

Peço que leiam. Sei que não é um livro para todos, por ser um pouco reflexivo e nem sempre alegre, porém é lindo demais, daqueles livros que acrescentam alguma coisa na vida do leitor. Nunca tinha lido nada de algum escritor italiano e me apaixonei por Fausto. Tenho que procurar conhecer escritores de outras culturas. Ver formas diferentes de escritas. Estamos tão acostumados com escritores americanos que nos esquecemos que o mundo é vasto e existem milhares de escritores esperando serem descobertos.

Juntando os Pedaços - Jennifer Niven

22 de jan de 2017

Juntando os Pedaços
Jennifer Niven
Seguinte, 2016
392 páginas

Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

Bem, como começar a falar sobre o livro que foi uma verdadeira montanha-russa de emoções? Eu fiquei tão emocionada, em muitas partes fiquei com aquele sorriso bobo no rosto sabe? Tudo porque esse livro me fez lembrar das coisas na vida que realmente importam e da importância de termos empatia com as pessoas ao nosso redor! Nós não sabemos a batalha que elas enfrentam diariamente, a nós, cabe apenas respeitá-las!

O livro conta a história de duas personagens: Jack Masselin e Libby Strout, dois jovens que não tinham nada em comum, mas que acabaram se unindo e enfrentando todas as dificuldades juntos!

Jack Masselin é o típico jovem rico, popular, atraente e namorado da garota mais popular da escola. No entanto, quem conhece seu jeito arrogante e seu sorriso encantador nem imagina o grande segredo que ele guarda. Jack possui uma doença chamada prosopagnosia, que o impede de reconhecer o rosto das pessoas, até mesmo de seus familiares. Para manter seu “disfarce”, diariamente, ele usa algumas marcas identificadoras para reconhecer cada pessoa, como por exemplo, a cor da pele, o tipo do cabelo ou algum sinal que as torne únicas. Porém nem sempre esse método é eficaz e, por não compartilhar sua doença nem mesmo com seus pais, Jack vive uma vida cheia de insegurança e incertezas, dançando conforme a música e se virando como pode.

Por outro lado, temos Libby Strout que já foi considerada a adolescente mais gorda dos Estados Unidos. Desde muito pequena, Libby já sofria com a falta de aceitação de seus colegas e professores por fugir do padrão das crianças de sua idade. Porém, seu problema tornou-se mais complicado aos dez anos após a morte de sua mãe. O pânico e o medo da morte se tornaram uma constante na vida de Libby, que encontrou na comida a forma de aliviar sua tensão e sua dor. Trancada em casa e com medo do mundo, Libby chegou a pesar quase 300 kg, precisando ser resgatada de sua própria casa no intuito de ser submetida à ajuda especializada. Mesmo em meio a comentários maldosos, mensagens de ódio gratuito e algumas mensagens de superação, Libby percebe que precisa reagir e virar o jogo.

A perda da minha mãe era tão grande que parecia que eu estava carregando o mundo. Então, comecei a comer – muito – carregar o peso a mais não parecia fazer diferença. Mas acabou sendo demais. É por isso que às vezes precisamos largar alguma coisa. Não dá para carregar tudo para sempre.

Então, após muitos anos estudando em casa e após perder 140 kg, Libby decide retornar a escola como qualquer jovem de sua idade para cursar o ensino médio. Ela precisará matar um leão por dia para conseguir lidar com sua nova vida. As mensagens de ódio continuam a serem propagadas, as piadinhas e olhares tortos também, mas o encontro turbulento entre Libby e Jack será humilhante e um verdadeiro divisor de águas na vida deles.

Minhas impressões

O livro é narrado de forma intercalada entre as perspectivas de Libby e Jack, o que se encaixou perfeitamente na história. Conseguimos ver que mesmo vivendo em mundos completamente diferentes, é evidente o quanto a solidão afetou ambos os jovens, fazendo-os muitas vezes esconderem sua verdadeira essência. O medo de ser diferente, que todos nós já sentimos algum dia, os impediu de viverem a melhor fase de suas vidas e descobrirem que a vida é um aprendizado, e que são os erros e fracassos que nos tornam mais fortes.

Foi incrível acompanhar o amadurecimento das personagens e perceber o quanto seus problemas eram reais, podendo ser vivenciados por mim. Eu senti a dor de Libby ao perder a mãe e a de Jack ao não conseguir reconhecer seu próprio irmão. Foi incrível ver que eles se uniram e que, juntos, conseguiram derrubar barreiras psicológicas que os permitiu criar pontes para alcançar possibilidades jamais imaginadas.

Você não é uma aberração. Alguém gosta de você. Alguém precisa de você. Não tenha medo de deixar o castelo. Tem um mundo enorme e maravilhoso lá fora.

Eu estou extremamente apaixonada pelo livro, não esperava sentir tantas emoções. Se você procura uma história emocionante e inspiradora, essa leitura é para você!

5 Planners lindos e grátis para download

20 de jan de 2017

Um dos meus tópicos favoritos é organização! Todos os anos eu pesquiso formas novas de me organizar e melhorar em relação ao ano anterior! E o que vem dando muito certo comigo é imprimir (mensalmente) um planner do mês onde eu possa anotar as tarefas, provas, consultas médicas e outros compromissos! Então, decidi fazer um post com algumas dicas para vocês de planners lindos e gratuitos

Bom, se você caiu de paraquedas e não sabe o que um planner, eu te explico: é como uma agenda, só que mais criativa, com menos datas e mais espaços para seus objetivos pessoais. Tem uns que são apenas um calendário cujos dias têm espaços imensos para escrever tarefas (esses são os mais simples e os que mais gosto) e tem outros que nossa, eles têm a sua vida inteira. Arrisco dizer que você precisa ter um planner para poder programar todos os momentos em que você vai ter que sentar para escrever no seu planner porque olha, não é fácil… Mas provavelmente é muito interessante para quem gosta de escrever e ama agendas de papel daquelas bem completas!

Planner do Ateliê Craft

O planner do Ateliê Craft é o mais básico da minha seleção e meu favorito, ele é tipo um calendário mais espaçoso, com design muito fofo! Clique aqui para saber mais e fazer o download.

Planner Casinha Arrumada

Já o planner do Casinha Arrumada lembra bastante uma agenda, é bem mais completo: contém um calendário personalizado do mês, bem como listinha de metas do mês e planejamento financeiro. Clique aqui para saber mais e fazer o download.

Planner Não me Mande Flores

Já o planner do Não Me Mande Flores lembra bastante nossa primeira opção, mas ele tem um visual bem minimalista e tem o espaço para metas da semana, o que acaba sendo bem estimulante. Além disso, em 2016 também está disponível: planner semanal, diário, anual, stickers e outras opções! Clique aqui para saber mais e fazer o download.

Planner Na Estante

Se você procura um planner mais completo, o da Michaella é uma ótima opção! Contém espaço para senhas, aniversários, wishlist, séries para acompanhar, leituras, contatos e, claro, planejamento mensal e diário horizontal assim como despesas do mês! Clique aqui para saber mais e fazer o download.

Planner O melhor de mim

Esse é um dos meus favoritos! O estilo minimalista e as cores conquistaram meu coração! Clique aqui para saber mais e fazer o download.

Lindos ou lindos? Tenho certeza que vou imprimir um pra mim… E vocês, curtiram o modelo? Gostam de planners e agendas de papel? Me contem nos comentários! E se virem algum outro planner lindo e grátis por aqui, deixem o link que atualizo o post

Felicidade Invisível - Larissa Azevedo

18 de jan de 2017

Pessoal, a resenha de hoje é de um conto maravilhoso escrito pela autora brasileira Larissa Azevedo (atualmente parceira do blog)! Eu me apaixonei pela escrita, pela história e por todos os detalhes que ela transmitiu tão bem, tenho perfeitamente o cenário da história em minha cabeça e mal posso aguardar pela continuação! Vamos conferir um pouco mais dessa história que já ganhou lugar no meu

Durante a leitura, acompanhamos a história de Maeve MacCleury , filha caçula de Brendon e Caylie MacCleury. Descendente de uma gigantesca e antiga família tradicional irlandesa, também de uma geração de "guardiões da Felicidade", ou como seus ancestrais a chamam “Crainn Chiara”.

Cada família de guardiões, incluindo a sua, é responsável por armazenar momentos de extrema felicidade em globos de vidro (o que inspirou nossa decoração de natal). Esses momentos, são resgatados apenas na véspera de Natal e colocados nos galhos de um enorme pinheiro escocês, exatamente à meia-noite, fazendo com que o mundo seja invadido por uma felicidade incomum, capaz de preparar a humanidade para encarar mais um ano.

"Já percebeu que, sempre que chega o Natal, uma felicidade entra em nossos corações? Felicidade essa que nos prepara para encarar mais um ano."

No entanto, após tantos séculos e a humanidade foi ficando cada vez mais egoísta, a felicidade verdadeira foi diminuindo e a quantidade de árvores e plantas também. Maeve sente que deve fazer algo para mudar, sem falar, que faltam poucos dias para o natal e ela ainda não conseguiu preencher nenhuma Felis,seu apelido para os globos de cristal.

Porém ela já estava bem perto de conseguir! Há um tempo Maeve vem sentindo a felicidade de Henrique. Henrique é formado em engenharia civil e apaixonado por dança, e apesar dos preconceitos que ele enfrenta em sua família, ele segue com o seu sonho e batalha para conseguir se aperfeiçoar no que ama. E tem se preparado para sua primeira grande apresentação!

Muitas vezes estar feliz é ter vencido alguma barreira. Ou algo que o estava impedindo de ser feliz.

Durante um de seus ensaios, Maeve o segue para assistir e encantada pelos movimentos de Henrique, esquece de ficar invisível e acaba sendo vista por ele. Ali mesmo, surge uma amizade entre eles. Um irá ajudar o outro de maneiras diferentes e cada vez mais a Maeve está próxima de encher sua Felis...

Nossos problemas nos fortalecem e nos fazem pessoas melhores. E acho que você passou pelo mesmo, é o que eu sinto.
Minhas impressões
Felicidade Invisível é um conto encantador, a história é inspiradora e motivadora! Henrique me ensinou que nunca devemos desistir de nossos sonhos, devemos lutar pelo que amamos e queremos. Maeve me ensinou a ter esperança e a sempre estar disposta e empenhada em ajudar aqueles que precisam de nós.

Adorei o fato de conhecer um pouco da história celta, nem imaginava que algumas de nossas tradições são inspiradas nas celtas e espero conhecer muito mais sobre esse povo nos próximos contos.

Li o conto em poucas horas. A escrita da autora é extremamente leve e fluída, a história se desenvolve perfeitamente e os personagens estão muito bem construídos, assim como toda a fantasia. Somos capazes de montar o cenário completo entende?

Enfim, super recomendo! A diagramação está belíssima e a capa é um espetáculo, além de ser linda, ela contém elementos da história. E mal posso esperar pela continuação!

A Grana - Cynthia D'Aprix Sweeney

13 de jan de 2017

A Grana
Cynthia D'Aprix Sweeney
Intrínseca, 2016
336 páginas

Leo Plumb estava bêbado e drogado quando fugiu sorrateiramente da festa de casamento do primo, levando uma das garçonetes. No calor do momento, os dois sofrem um acidente de carro com graves consequências. Leo precisou usar o dinheiro de uma conta da família, o pé-de-meia que garantiria o futuro dos irmãos Plumb. Ansiosos para receberem sua parte e horrorizados ao descobrirem que a mãe permitiu que Leo torrasse aquela grana, eles marcam um encontro para deliberar quando e como o dinheiro será restituído. Os irmãos terão que superar antigos ressentimentos e as escolhas erradas que fizeram na vida.


Comecei a ler A Grana apaixonada pela capa do livro, pela edição fantástica, personagens bacanas, mas acabei me decepcionando por um enredo tão confuso...

A Grana é um drama familiar sobre a família Plumb, uma família que já foi muito rica, porém faliram e ainda se ressentem por não serem do jeito que eram antes. E, com o passar dos anos, a situação financeira da família não teve grandes mudanças, apesar de Leo Plumb (pai) ter feito muito sucesso no mercado de plásticos absorventes.

Então, após o nascimento de seus quatro filhos: Leo, Beatrice, Jack e Melody. Leo (pai) resolveu criar um fundo financeiro (o chamado pé-de-meia) que garantiria o futuro dos irmãos Plumb. No entanto, o dinheiro só poderia ser retirado assim que a caçula (Melody) fizesse exatos 40 anos. A única pessoa autorizada a fazer retiradas de emergência era a mãe deles.

Até o dia em que Leo Plumb, o irmão mais velho, casado, irresponsável, sofre um acidente bêbado e drogado e precisa indenizar a garçonete de uma festa onde ele estava antes de saírem juntos. A questão é: Leo tinha dinheiro para indenizar a moça? Não, então sua mãe achou mais conveniente usar o dinheiro do Pé-de-Meia como um empréstimo, afinal era uma emergência e eles não poderiam se envolver em escândalos.

Em seguida Leo foi internado numa clínica de reabilitação e quando saiu precisava lidar com seus irmãos, que ansiosos para receberem sua parte e horrorizados ao descobrirem que a mãe permitiu que Leo torrasse aquela grana, marcaram um encontro para deliberar quando e como o dinheiro seria restituído. O problema é que Leo estava falido, sem emprego e nem sequer tinha onde morar. Aí que começava o episódio digno de Casos de Família.

Reunidos novamente, como nunca estiveram, os irmãos terão que superar antigos ressentimentos e as escolhas erradas que fizeram na vida. Uma análise inteligente e afetuosa de como a expectativa desempenha um papel central em nossas vidas, A grana tem o ingrediente mais explosivo de qualquer boa briga de família: dinheiro.

Minhas impressões

O Leo é o personagem central do livro, só que além dos irmãos e da mãe que também tem seus pontos de vista mostrados pela autora, têm os pontos de vista das pessoas que de alguma forma estão interligadas ao Leo. A partir daí é que o enredo fica confuso, a gente lê a perspectiva de uma personagem só porque ela apareceu em uma cena anterior e isso vai quebrando a história em vários pedaços que acabam ficando desconexos.

Confesso que achei um pouco desnecessário, porque de certa forma os protagonistas da história, os Plumb, perdem o espaço central. Porém, o livro também possuis seus aspectos positivos, foi interessante acompanhar como essa tragédia, mesmo que de uma forma ruim, uniu os irmãos e deu um novo início de vida a Leo.

Apesar de ser uma leitura interessante, não leria novamente, já que não entendi muito bem o propósito do livro... Se derem uma chance, me contem se têm a mesma opinião!

 
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